Páginas

terça-feira, 29 de março de 2016

BATMAN V SUPERMAN




Quando eu assisti Interestelar saí do cinema repensando sobre o que havia visto, quais os aspectos positivos do filme? Quais aspectos negativos? O que eu não entendi? O filme para mim foi bom? Com esse novo filme da DC não foi diferente, fiquei raciocinando sobre o que havia assistido e chego a conclusão que o filme é muito bom, porém com pequenas ressalvas que não ofuscam o brilho do filme.




O longa tinha uma difícil missão: a de reapresentar um personagem colossal como o Batman, um vilão como Lex Luthor, mulher maravilha (linda e maravilhosa), e ainda por cima construir o clima narrativo para explicar o embate violento entre o todo poderoso Superman, sem falar (já falando) na ameaça já revelada nos trailers, conhecido por Apocalypse. É muito evento até para um filme de duas horas e meia, era evidente que na edição final algo seria cortado o que atropelaria um pouco a história. Em alguns momentos do filme existem cortes muito bruscos, o que me deixou um pouco confuso sobre a sucessão dos fatos, em outras cenas parece que cortaram partes da história para que o filme durasse duas horas e meia o que é comum em filmes, mas no caso de BvM prejudicou um pouco o desenvolvimento de alguns personagens. Por outro lado apesar de ser longo me mantive interessado do começo ao fim do filme devido a quantidade de acontecimentos na tela, “piscou perdeu”.




Sobre o Batman: Nos quadrinhos ele ganhou fama através da sua personalidade controversa, é um herói nem tão dócil, mas é inquestionavelmente um herói. Nesse novo filme o Batman tá veio e amargurado e é assombrado pelos pesadelos de seu passado, vive um conflito metafórico (gente que lindo) entre luz e sombra, reflexo de sua personalidade que muitas vezes se confunde com a personalidade de um homem comum. O personagem foi resgatado num bom momento para reaparecer na telona e vemos aqui uma nova face do herói sendo capaz de qualquer coisa para fazer sua justiça. Muita gente implica com o Ben Affleck pelo seu papel em demolidor, mas eu acho que o herói foi bem representado no cinema e o cara atuou bem.





Sobre o Superman: assim como o Batman ele tem seu próprios conflitos e motivações. Porém os conflitos do herói são bem mais externos e envolvem o mundo todo. Apesar da força colossal o todo poderoso carrega um ar de garoto do interior, e ainda insiste em manter uma vida de carinha normal, tem um emprego, visita a mãe, tem uma namorada, um apartamento. É um cara família. Se eu fosse bonito que nem o Henry Cavil e tivesse o poder do superman eu ia fazer tudo menos trabalhar e ter uma namorada, é sério, daria pra namorar com uma modelo da Vitoria Secrets por semana e se enjoasse mandava um “até mais gata” e voava para outro país. Brincadeira. 




Sobre a Mulher Maravilha: maravilha é a definição para beleza da atriz Gal Gardot, toda vez que ela aparecia em cena os meus olhos brilhavam, talvez eu tenha perdido até alguns diálogos admirando a beleza da heroína, mas isso não vem ao caso. Nem só de beleza é feita a mulher maravilha, ela é muito poderosa, inteligente, destemida e me deixou curioso para ver o filme solo que será lançado em 2017. Uma boa representante da força feminina que aparenta não se prender somente a sua beleza e sensualidade para ganhar destaque.




Lex Luthor: O vilão tem até cenas engraçadas e apesar de aparentar imaturidade tem diálogos muito interessantes. Apresenta fragilidade e se esconde através de atos violentos, porém é capaz de ferir qualquer um para conseguir um objetivo almejado. Instável emocionalmente. Creio que a escolha do ator Jesse Eisenberg foi feita sobre demanda devido ao estilo atrapalhado, engraçado apresentado no filme A Rede Social. 




Sobre os efeitos visuais: Pasmem o orçamento foi de 450 milhões! É quase meio bilhão! Muita coisa explodiu e em alguns momentos pensei que estava assistindo um filme do Diretor Michael Bay, mas nesse caso estamos falando da história de heróis com poderes colossais o que explicaria as grandes explosões e liberações de energia. Bem eu penso o seguinte se o estúdio tem dinheiro para gastar num filme eu não vou criticar o uso que eles fazem, apenas posso avaliar de que forma o dinheiro contribui para a experiência do filme e Batman V Superman é muito bonito e tem cenas em slow motion que se assemelham a pinturas. É realmente empolgante as grandes destruições. Não necessariamente um filme caro e com grandes efeitos especiais será automaticamente bom, eu penso que uma boa utilização dos efeitos deve estar muito bem conectado com a história caso contrário será apenas um show gratuito de luzes e explosões. O filme em poucos momentos mescla entre o show gratuito e a importância dos efeitos visuais devido a grandiosidade dos acontecimentos, no geral os efeitos foram muito bem utilizados. 




Como dito, o filme apresentou muitos eventos e em alguns momentos se complicou um pouco. Creio que os próximos filmes da DC não vão ter que explicar tantos acontecimentos como em BvM e isso contribuirá para que a história seja melhor desenvolvida.

As perspectivas para o futuro são bem positivas tendo em vista que muito filme de herói ainda vai ser lançado antes da apresentação da liga da justiça nos cinemas. Batman V Superman com certeza foi um filme muito difícil de ser produzido e carregou uma grande responsabilidade para uma multidão de apaixonados por cinema, quadrinhos, ou seja esses nerds esquisitos.

E sobre as críticas negativas sobre o filme? Meu amor, aprenda uma coisa a partir de hoje, as opiniões de terceiros nem sempre entram em acordo com as suas, então, na dúvida assista primeiro raciocine e tire suas próprias conclusões. É um exercício muito interessante para filmes e para outros aspectos da vida. Só por que os “intelectuais” dizem que algo é ruim você tem que concordar cegamente? Pense, critique.


sexta-feira, 25 de março de 2016

O que fazer quando perdemos alguém que não deveria ser perdido?


Nós vivemos rodeados de pessoas com quem nos relacionamos, às vezes não escolhemos muito. Do nada a pessoa lhe vê e solta um sorriso em sua direção e às vezes sim, às vezes não, você retribui o sorriso gratuito.



A primeira impressão são as características físicas, são os olhos, a boca, o cabelo e o corpo. Pelo menos num primeiríssimo momento. Diariamente vemos centenas de pessoas com lindos corpos e sorrisos por uma fração de segundo, você comenta para si mesm@: “Nossa como ele/ela é lind@!” E rapidamente nós esquecemos aquela pessoa. Ou seja, as pessoas mais importantes de nossa vida não aparecem ou desaparecem numa fração de segundo.
 



Existem pessoas especiais com as quais desejamos viver para sempre, e nunca nos imaginamos sem a tal pessoa, não conseguimos nem pensar num acontecimento tão trágico e assim vivemos todos os dias pensando em como a vida é boa com aquela pessoa. Mas no fundo a gente sabe que nós não vivemos para sempre, tudo é finito nesta vida, as pessoas não nos pertencem.
 



Não podemos nos aprisionar numa relação, porque o ser humano deve conhecer a liberdade. Nós somos passarinhos vivendo numa gaiola aberta, alguns de nós mais medrosos não ousam ultrapassar a gaiola e voar pelo céu, mas outros resolvem se arriscar mesmo conhecendo os perigos. Muitas vezes aprendemos a ser os dois tipos de passarinhos.
 



A vida não é justa! Sim, nós perdemos as pessoas que amamos e às vezes das piores formas. Mas apesar de injusta ela é muito linda. Quando menos esperamos nos lembramos dos momentos bons que passamos com as pessoas especiais, e a nossa saudade se mistura com a alegria dos sorrisos bobos que dávamos juntos. Até as brigas fazem falta. E tudo que a gente deseja é poder abraçar essa pessoa que está tão perto e ao mesmo tempo tão distante.
 


Eu nunca gostei de dizer adeus, porque a despedida traz choros, angústias e sofrimento. Eu sempre tive medo de me apegar a uma pessoa e num dia ela simplesmente olhar para mim, dizer “adeus” e desaparecer. Mas eu nunca estive certo, porque nem sempre as pessoas que nós amamos dizem de fato “adeus” parecem sumir como os pássaros em gaiolas abertas.
 


O que podemos fazer é amar todas as pessoas. Não se enganem as pessoas não desaparecem, apenas deixamos de vê-las com os olhos. As pessoas não podem ser vistas somente com os olhos, se você parar e pensar um pouco perceberá que o que faz uma pessoa especial não está naquilo que você vê, porém está naquilo que você sente.
 


Então eu e você não precisamos ter medo de dizer “adeus”, mas sim dizer corretamente: “A Deus.” Lembre-se que nós somos pássaros e a nossa gaiola é a vida, o céu é infinito e quando levantarmos voo uma hora pousaremos nas mãos de quem nos criou.
 


“É verdade que às vezes o coração do passarinho se vê acometido pela tempestade; parece-lhe não acreditar que existe outra coisa, a não ser as nuvens que o envolvem. É então o momento da alegria perfeita para a pobre e débil criaturinha. Que felicidade para ela, permanecer ali, apesar de tudo, e fixar a luz invisível que se esconde à sua fé!!!...” (Santa Terezinha).
   

                      
                 A DEUS, pequeno e frágil passarinho.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Zootopia


 

Desde que assisti Toy Story pela primeira vez me encantei pelos filmes de animação 3d. Achava incrível a ideia de pessoas utilizando o computador para construírem personagens tão cheios de vidas e mundos tão ricos para contar histórias tão marcantes e originais. De repente eu cresci e continuo vendo nos filmes de animação 3d uma enorme “massinha de modelar criativa” que marcou a história do cinema. 


Zootopia como muitos filmes de animação 3d é resultado de várias mentes criativas trabalhando num grande projeto de uma grande empresa, no caso a Disney. Para construir um filme 3d são usadas diferentes técnicas e muito tempo é necessário antes de se produzir o primeiro quadro. Profissionais de diversas áreas como desenhistas, programadores, engenheiros atuam coletivamente em pequenas partes do projeto para torná-lo no longa-metragem que assistimos em uma hora e meia. Existe uma engrenagem que motiva tanto trabalho e seu nome é dinheiro, grandes empresas precisam de lucro e não é diferente com a Disney ou a minha querida Pixar que é da Disney, mas dentro deste universo capitalista de negócios em que os filmes 3d ou 2d habitam existe uma pequena parcela de artistas que além do dinheiro trabalham horas e mais horas por algum motivo e para transmitir uma mensagem para as pessoas. Zootopia transmite uma mensagem e isso é bom.



O maior trunfo do filme, na minha opinião, é a criatividade na construção dos personagens , pois nem todos os personagens são estereotipados e sua aparência física às vezes escondem sua reais habilidades e sentimentos. O filme passa uma grande mensagem de superação e respeito as adversidades apresentando temas como o Bullying e preconceito de forma brilhante. Cada espécie tem determinadas habilidades, porém Zootopia faz questão de demonstrar que “as aparências enganam.”


As piadas são construídas em situações hilárias. Já pensou um bicho preguiça como atendente de um departamento público? Eu nunca, mas os criadores de Zootopia sim e o resultado é a cena mais engraçada do filme, aliás todas as cenas da preguiça são muito engraçadas (só de lembrar eu começo a rir). Parabéns para rapaz ou a moça que teve a brilhante ideia de criar esse personagem.


Os protagonistas ou antagonistas são o raposo (malandro) e a coelhinha fofinha (ou nem tanto) Nick Wilde e Judy Hopps respectivamente. Percebeu que os personagens tem nome e sobrenome? Eu creio que foi um recurso utilizado para humanizar mais ainda os animais. No universo do filme os animais são humanos e a troca funcionou muito bem, mérito para a equipe criativa da Disney.



Recomento a todos que gostam de animação e que querem se divertir com as crianças, namorada, com a avó, etc. Esqueça isso: “Animação é coisa de criança”, porque animação é pra quem quiser. A animação tem grandes lições até para os adultos e algumas delas são sobre não desistir, sobre romper as limitações sociais, biológicas e correr atrás dos sonhos.

 
Acho que a Disney está no caminho certo para seus filmes de animação e que a Pixar contribuiu muito para isso. Resta agora achar sua originalidade assim como a Pixar tenta buscar em cada filme e mais do que isso acho que os filmes precisam passar grandes mensagem e não somente apurar milhões em bilheterias e vender brinquedos. 


sábado, 12 de março de 2016

Mais de um ano de blog e a vida



A vida passa depressa. Quando nos damos conta percebemos que estamos envelhecendo e que muita coisa aconteceu. Passamos por alguns dias bons e outros nem tanto. Mas sem dúvidas a vida é muito alegre.
 

Envelhecer é um privilégio e às vezes é algo muito mal interpretado por nós mesmos, algumas vezes temos medo de ficarmos velhos e observamos somente o lado “ruim”. Na maioria das vezes nós é quem criamos um lado ruim das coisas. Quanto mais nós vivemos neste planeta mais nós aprendemos a valorizar as coisas e quanto menos tempo temos mais aprendemos a ser sinceros consigo mesmo.
 

Em quase vinte anos de vida pouco a pouco venho percebendo que aquilo que faço não está relacionado exatamente com o que as pessoas esperam de mim. Por exemplo: antes eu escrevia muitas vezes para impressionar alguém dizendo internamente “veja como eu escrevo”, mas estou aprendendo que não importa muito o que as pessoas dizem de você, porque elas nem se preocupam com você. Então acredito que ser feliz é fazer o que gosta e se sentir bem. Hoje eu escrevo para mim e eu me sinto bem e assim sou feliz.

Sendo assim, parabéns pra mim!